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domingo, 28 de novembro de 2010

Terceiro olho

Enquanto não recebo meus novos contos registrados, trago de volta textos do princípio do blogue e ainda pouco lidos.

Eliane F.C.Lima
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais)

A família sempre a achou meio desequilibrada. Tinha mania com a morte. Um dia, acordava e dava uma faxina nos armários, jogava um monte de coisas fora, "para não dar trabalho, quando morresse." Algumas vezes, teve de comprar de novo.
Com muito jeito, um amigo querido e diplomático conseguiu que ela procurasse um psicólogo.
Foi, a princípio, um pouco desconfiada. Depois adorou. Gostava do papo bom, sem compromisso. Conversava, desabafava, pagava e ia embora.
Convenceu-se, claro, de que a gente tem de se preparar para a vida. Comprou sofás novos, um armário grande para o quarto, trocou as cortinas, o fogão e a geladeira.
Morreu atropelada um mês depois, num lindo dia de sol, céu azul, a vida explodindo em todas as suas formas.
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais, RJ, como todos os textos aqui postados).

Convido o visitante deste blogue a ir a Poema Vivo (por aqui) e a Literatura em vida 2 (o caminho é esse).

Estou ainda em:
1.
Debates Culturais, onde passo, agora a publicar alguns artigos, bastando um clique, na lista "Colunistas", à direita, em Eliane Lima (link). 2.
Recanto das Letras (aqui).
3. Portal Literal (aqui).


2 comentários:

Lórah Claus disse...

mesmo sabendo que a morte é a única certeza acredito que nucna estaremos preparados para recebe-la, como vc retratou muito bem nesse conto, ela chegará quando menos esperarmos
adorei o conto
bjuxx

Mara faturi disse...

"A VIDA EXPLODINDO EM TODAS AS SUAS FORMAS"...ADOREI!!!!!
GOSTO IMENSAMENTE DE SUA POESIA, MAS SEU CONTOS ...AH, SEUS CONTOS SÃO DEMAIS;POESIA EM FORMA DE PROSA E/OU VICE-VERSA;))
BJOS!